CDH
Violência Institucional e População Jovem e Negra: Os impactos das políticas de "Guerra às Drogas" e da militarização policial nas Américas
Modelo de simulação: Delegação
Sobre o Tema
Nas últimas décadas, a política de "Guerra às Drogas" ditou as estratégias de segurança pública em grande parte das Américas, impulsionando uma forte militarização das forças policiais. O objetivo inicial de desarticular grandes redes de narcotráfico, no entanto, converteu-se em uma profunda crise de direitos humanos. Os dados da região evidenciam de forma alarmante que a letalidade policial e o encarceramento em massa não atingem a sociedade de maneira uniforme; eles possuem um alvo bem definido por cor, faixa etária e classe social. A população jovem e negra, predominantemente de áreas periféricas, tornou-se a principal vítima dessa violência institucional, o que expõe as feridas abertas do racismo estrutural enraizado nas engrenagens do Estado.
O Conselho de Direitos Humanos é agora chamado a debater o custo humano dessa abordagem bélica. O cerne da discussão repousa no reconhecimento de que as táticas militarizadas falharam em reduzir o consumo e o tráfico, resultando, em vez disso, na criminalização da pobreza e no extermínio sistemático da juventude negra.
O embate no comitê exigirá respostas para perguntas complexas: Como responsabilizar os Estados pelas violações cometidas por suas próprias forças de segurança? É possível reformar as instituições policiais atuais ou é necessária uma reestruturação completa do modelo de segurança, tratando a questão das drogas não mais como uma guerra criminal, mas como um desafio de saúde pública e justiça social? O desafio será confrontar o passado e o presente para propor resoluções que garantam o direito à vida e à dignidade nas Américas.




Seu papel como Delegado(a)
Como delegado(a) no Conselho de Direitos Humanos, você não está debatendo opiniões pessoais, mas sim representando a política externa, a legislação e a realidade social do Estado que lhe foi designado. O CDH é o principal fórum global para o tema, e a sua atuação exigirá um equilíbrio constante entre a defesa dos direitos fundamentais e a preservação da soberania nacional do seu país.
A dinâmica deste comitê será marcada por posições diametralmente opostas. Dependendo da nação que você representa, o seu posicionamento pode ser o de defender o endurecimento das políticas de segurança, argumentando que ações enérgicas são a única forma de garantir a ordem e combater o poder paralelo dos cartéis que ameaçam a estabilidade estatal. Por outro lado, a sua delegação pode liderar a vanguarda progressista, denunciando veementemente a necropolítica, exigindo a desmilitarização imediata das polícias, o fim do perfilamento racial e a adoção de políticas de reparação histórica.
O seu papel exigirá excelência em oratória, profundo conhecimento sociológico e domínio das normativas internacionais, como a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Você precisará articular blocos de apoio, redigir documentos de trabalho e negociar resoluções que condenem as práticas abusivas sem, contudo, ferir os interesses geopolíticos dos seus aliados. Será um teste de diplomacia, empatia e estratégia.
Esther Bryce
Founder / Interior designer
Lianne Wilson
Broker
Jaden Smith
Architect
Jessica Kim
Photographer